Agora / Antigamente

AlbertoCohen

O que fazer do agora / antigamente,
desses fantasmas, coisas do passado,
que insistem em viver ingenuamente
como crianças, sempre do meu lado?

O que dizer já não falado outrora
na utopia de um crente visionário
que tenta renascer, hora por hora,
em lembranças de antigo calendário?

Não dá mais para crer, mas acredito
que o jeito de sonhar foi tão bonito
que definiu inteiro este destino.

Naquele tempo de coisas tão certas
mantidas foram portas sempre abertas
para o retorno do meu eu - menino.

Belém/Pará, 29/10/2013 às 15:20 hs

 

 

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