Caminhos de não chegar

AlbertoCohen

Tantos navios a serem destruídos
e pontes ancestrais a derrubar,
nesse caminho para o indescritível
desatino de vir, ir e voltar.
Quantos monges deverão ser imolados
na fogueira da insensibilidade
dos vultos escondidos nos pedaços
de mil vitrines inda não quebradas?
Quando os escravos serão alforriados
da construção de inúteis obeliscos?
Quando as feras dar-se-ão por saciadas
e os cordeiros tornarão para os apriscos?

 

.~.~.VOLTAR.~.~.