HISTÓRIAS DE LEVITAR


Ela simplesmente se foi. Arrumou malas e caixas de papelão com o que lhe pertencia e partiu, como se aquilo tudo não passasse de uma brincadeira de esconde-esconde.

Não era a mesma pessoa: O olhar de meias verdades via coisas que se escondiam pelos becos da mente e a esperança volúvel voltara a acontecer, como se a vida fosse feita somente de esperanças. Era uma adolescente a espera do seu par imaginariamente constante.

O amor saltitante não definia destino ou paradeiro. Poderia ser aqui, acolá ou nem existir. Não importava, era uma nova aventura, um risco a ser corrido com todas as emoções do desconhecido.

Menina que não cresceu fez da vida um rio de enchentes e vazantes em que as brincadeiras se sucedem com as conchinhas que vêm dar à praia: Esta brilha mais, esta é mais colorida, esta já guardou pérolas não guarda mais...

Na verdade tudo está certo. O espectador já viu esses filmes tantas vezes que não se surpreende mais com o the end.

Apenas os anos passando e as meias verdades proliferando no olhar da princesa de mil e uma noites, que conta histórias para sobreviver outra madrugada...


(29 de novembro/2013)

 

 

.~.~.VOLTAR.~.~.