Participantes

 

01 - Ilze Soares
02 - Dilma Suero
03 - Antonio Barroso (Tiago)
04 - Nicola Araujo
05 - Clara da Costa
06 - Eri Paiva
07 - Ana Bela
08 - Rosenna
09 - Estel@
10 - Luiz G. Bezerra
11 - Isabel Passos
12 - Humberto Rodrigues Neto
12 - Cida Micossi
13 - Marcial Salaverry
14 - Humberto - Poeta
15 - Armando Sousa
16 - J. R. Cônsoli
17 - Naidaterra
18- Duda Gragnani
19 - Marly Caldas
20 - Arianne Evans
21 - Luiza Benício
22 - Anibal Albuquerque
23 - Magaly Zingaro (Maga)

 

 

A Casa


Uma casa clara e florida
aberta ao canto dos pássaros e do vento,
repleta de paz e harmonia,
onde plantei minha vida.
Traz em cada soleira uma poesia,
em cada tijolo uma alegria,
em cada telha uma emoção...
No colorido das flores,
um pouco dos meus amores...
Uma casa encantada
onde, a cada dia,
a fé é renovada.

Ilze Soares

 

 

A CASA

(Dilma Suero)

Casa, lar é tudo igual,
aconchegante, fria, normal,
não importa...
importa o que eu sentia
quando chegava da rua,
entrava por aquela porta e
sentimentos afloravam,
regozijos, muito amor.
A família reunida,
todos em volta da mesa,
contando seu dia-a-dia,
isso eu podia dizer
que era uma família
dentro de uma nobre casa!

 

 

A casa

A casa é meu refúgio, é o meu mundo,
onde sou rei de tudo à minha volta,
minha poltrona é trono onde me sento
deixando milhares de sonhos vaguear à solta
embrenhados no conceito, bem profundo,
de abrir caminho novo ao pensamento.
Entra o astro rei pela janela envidraçada
e os raios de luz dançam valsas de Viena
com os livros, formando a linda cena
das palavras se soltarem, esperançadas
na frase que se forma, lentamente,
na ideia original que invadiu a mente,
no verso que se liberta e bate a asa
pelo espaço sem fim, sem um travão
que arranque toda a mágoa do coração.
Ah! Meu doce lar, minha querida casa!

António Barroso (Tiago)

 

 


A CASA

MEU CASTELO DE SONHOS
EM CADA JANELA UMA FLOREIRA
EM CADA SOLEIRA
UM BATENTE DE JACARANDA
E NA PORTA DA FRENTE
UM PEQUENO CAMPANÁRIO
PARA AVISAR
QUANDO VOCE CHEGAR

NICOLA ARAUJO

 

 

A CASA

Nosso templo,
nosso aconhego
nosso pedaço de paraíso...
Nossa casa,
com seus jardins,
com cheiro de mato,
com cheiro de mar,
onde passarinhos cantam felizes,
anunciando a alvorada.
Nossa casa,
nosso ninho,
de amor e paz.

Clara da Costa

 

 


A CASA DOS MEUS SONHOS

Eri Paiva

Cheia de encanto e beleza,
De muito aconchego e calor,
Espaço de luz, de alegria,
É meu ninho de paz e amor!
Tem cores leves e suaves,
Aromas embriagadores,
Relaxantes, refrescantes,
Do perfume de minhas flores!
Toda a natureza ao redor,
Faz festa nas minhas janelas,
Nas jardineiras floridas
Em lindas cores amarelas...
Nas borboletas esvoaçando
No seu bailado de amor
Sugando o mais doce néctar
No cálice de cada flor...
Também ágeis passarinhos
Como são os colibris,
Visitam-me todos os dias
Deixam minh’alma feliz!
Na casa dos meus sonhos,
Quando o sol já vai se por
Eu faço meu ninho de paz
Nos braços do meu amor...
E quando a lua se espelha
No regato cristalino,
Nosso amor vira criança
Eu menina, ele menino!
É um momento tão mágico
De doçura e encantamento!
Nossas almas se encontram
Nossa casa vira um céu,
Paraíso, firmamento.

Em 08. 10.2010

 

 

A Casa

A minha casa tem quatro paredes pintadas de amor
Tem janelas da côr do mar
por onde olho os pássaros a voar
minha casa, meu cobertor, minha manta de retalhos
onde colo todas as recordações de vida
que fazem da minha casa
a casa sem portas
por onde todos podem passar.

Ana Bela
Portugal

 

 

A CASA

Rosenna

A casa ficou desabitada...
as lembranças são espectros
que passeiam pelos cantos,
das paredes, do teto, do chão...
Ali passei parte de minha vida
minha felicidade não foi fugaz,
mas tomo coragem fecho a porta...
não quero olhar pra trás!..

Buenos Aires-Argentina

 

 

A casa

Branca da minha juventude com seus
paralelepípedos juntos e trepidantes,
coreto com a bandinha a tocar,
jardim com o cheiro da dama da noite
e florido com os manacás,
Ceu estrelado, brisa suave de uma noite de verão,
olhares fugaz dos meninos e meninas quando se cruzam
num footing com a graça de um bailar,
descanço da banda, a hora mais esperada,
o oferecimento da música para seu par...
sempre vai ser a casa....Branca no meu olhar

Estel@
Casa Branca/Peruibe

 

 

A CASA....

Minha adorável morada
Rodeada de laranjais
Orquídeas de cores imensuráveis
Onde vejo o beija flor voar
Beijando as pétalas emocionadas
Brincando de amor no fim da tarde...
Minha casa minha vida
Pintada de azul amor
Cheia de sonhos infinitos
Perfumada pelas flores
Exalando paz vida
Nas luas de cada noite...
Minha casa
Reduto de felicidade
Guarida do corpo da alma
Céu de sonhos e esperança
Bela intocável calma
Meu chão de paixão...

Luiz Gonzaga Bezerra

 

 


A CASA

Isabel Passos

Minha humilde casinha
Tão modesta e pobrezinha
Não veste a exuberância
De ter, não vive em ânsia
Não tem fartura de comida
Mas tem um tecto que abriga
Necessitados de carinho e pão
Na partilha recebem seu quinhão
Com amor e fraternidade lhes é ofertado
Sentimos que nada nos foi tirado
Ao contrário, adentrou paz e felicidade
Nesta casa onde há amor e cumplicidade
Deleito-me com a alegria de nela morar
É a minha casa, meu lar...

Lisboa/Portugal

 

 


MINHA CASA

Humberto Rodrigues Neto

A minha casa eu adoro,
pois tem tudo o que me baste;
no jardim vejo e namoro
duas rosas na mesma haste!
Quando no meu micro canso
os dois olhos já purpúreos,
na lavanderia os lanço
nas samambaias e antúrios.
Na horta a toalha liberto
das migalhas que em si traz,
e ali fica o campo aberto
aos bem-te-vis e sabiás!
No domingo, um dia de gala,
dou à casa novas cores,
da feira trago, e na sala
coloco um vaso de flores.
Mesmo assim vejo tristeza
na casa que eu gosto tanto...
pressinto nela a frieza
de algum vago desencanto...
E por senti-la algo triste,
me disponho a interpelá-la
se alguma coisa ainda existe
com que eu consiga enfeitá-la.
É então que adivinho nela
aquilo que há tanto quer:
que eu traga outra vez pra ela
um sorriso de mulher!

 

 

A Casa da Minha Infância


A casa da minha infância
Quase não visito mais
Fica numa cidade pequena
Lá, onde existe paz.

Eu nada sabia da vida
Mas vivia em segurança
Pois era cuidada e querida
Na cidade da minha infância

A lembrança da família
Que meu caráter formou
Me traz imensa nostalgia:
Hoje, a filha ao lar retornou.

Vejo o sol brilhando no céu azul,
Folhas da jabuticabeira ao chão;
Sinto o vento de leve em meu corpo,
É outono na estação, é outono em meu coração.

Presenças constantes, lembranças infindas
da minha infância, quando eu era garotinha.
Ouço as maritacas em coro na árvore vizinha
Hoje aqui me dando as boas vindas.

Elas quebram o silêncio profundo
Que vem de dentro da casa vazia
Tal qual a serenidade em meu ser
Com essa paz que há muito eu não sentia.

(Cida Micossi, 23-04-2008 em Descalvado)

 

 

CURTIR SOLIDÃO EM CASA

Marcial Salaverry


Sozinho em casa,
querendo curtir um bom momento a sós,
melhor do que num lugar bem cheio de gente...
Acaba-se descobrindo
que a monotonia gostosa de nossa casa,
é melhor do que no meio de muita gente,
com a vida vazia, procurando alguma coisa...
seja lá o que for,
por vezes com a alma cheia de rancor,
vivendo assim nesta triste voragem,
ao invés de procurar outra paragem...
Fique em casa para
curtir a solidão, seja como for,
na busca de um possivel calor...
Os pensamentos simplesmente voam,
tomam rumos desconhecidos, flutuam...
E assim, vamos nos relaxando...
E a vida não se modifica,
mesmo pensando como deve ser vivida...
Assim é a humana natureza...
Não sabe extrair da vida, a beleza
que é reconhecida com sinceridade
na fuga em busca da felicidade,
que possibilita uma existência gostosa,
na tranquilidade de nosso lar...

 

 

Uma casa portuguesa

Numa casa portuguesa fica bem….
Ter a cama por fazer
E em cima do lençol mais de 100...
Percevejos a correr
Fica bem esta emudeci
num povo que não desmente
ha alegria da pobreza
e ter vinho sobre a mesa
beber e andar contente
quatro paredes caiadas
um cheirinho a bagaço
as mulheres desmadrigadas
muitos bilhetes do shaso
um São José tão feiote
na baranda a espreitar
debaixo da cama o pote
ainda por despejar
e uma casa portuguesa concerteza
e conserteza uma casa sem limpeza
no conforto pobrezinho de seu lar
lá não existe amargura
crianças por pão a chorar
mas vinhinho ha com fartura
e uma casa portuguesa conserteza
e concerteza uma casa sem ...

Armando Sousa

 

 

Casinha Branca

J.R.Cônsoli


Era bela a manhã... clara, serena...
as aves revoavam no horizonte,
e nuvens vagueavam sobre o monte,
no ar, um cheiro doce de açucena.

Ramos alegres bailavam no ar,
a brisa leve a tocar-me a fronte,
uma simples aldeia trás-o-monte,
e uma casinha branca a brilhar.

Eu cá, com meus botões, ia pensando:
que vida pura, que felicidade...
quanta beleza, quanto amor sobrando.

Quisera eu viver vida tão franca!
do sol curtir a luz, a claridade...
e ter o abrigo da casinha branca.

 

 

QUEM ME DERA ...

Naidaterra

Quem me dera poder voltar e ter o
seu amor, rever nossa casinha branca,
flores na janela com cheiro de você.
Uma rede de renda branca e eu
a sonhar com os beijos teus.

Quem me dera poder voltar e na
imensa floresta caminhar pelas trilhas
ilumindas por raios dourados e
ter você ao meu lado me tocando
e eu te olhando.

Quem me dera poder voltar,
nossas crianças seriam anjos eternos,
não conheceriam a dor, a tristeza e
nem a mentira, seriam nossos anjos
frutos do nosso mais puro amor.

Quem me dera poder voltar...
Nas noites normas deitada na rede
ouviria teus cantos de amor e me
excitaria com seu poetar sussurrado
bem junto aos meus lábios.

Quem me dera poder voltar e bem
de mansinho ser aconchegada
em teus braços e beijada todinha...
Quem me dera poder voltar a nossa
casinha branca pequenina e
novamente ser amada...
Meu destino seria amar-te
até morrer.

 

 


Casa da infância

Duda Gragnani


Um pequeno móvel de canto sem roda,
Um pequenino travesseiro que chora,
Abandono de algumas saudades,
Flores secas deixadas em baldes,
Paredes descascadas involuntárias e sujas,
Exprimem-se no espaço em falas mudas,
Enrolados tapetes empoeirados,
Desfazem-se os rodapés pregados,
Quantos degraus usados e hoje abandonados,
Vão-se os tombos e machucados,
Lembranças corrida e querida,
A infância tão distante ida,
A essência permanece em riste,
Deixando em versos a memória de um artista.

 

 

A casa

Era uma linda casinha
Simples e aconchegante
Escondidinha
Suas janelas e porta sempre abertas
À todos acolhia
Cercada de flores
Música sempre se ouvia
Até que um dia
Sofreu uma invasão
Entraram e quebraram
toda a harmonia que lá havia
Não se sabe quem foi
Alguém disse que seu nome era Inveja
Só sei que as janelas e porta se fecharam
e a música nunca mais se ouviu
as flores murcharam
Só restou pendurada e quebrada
na entrada da casa
uma tabuleta com o nome da casa
Coração...

Marly Caldas

 

 

A CASA

Minha "casa de bonecas",
onde impero, soberana,
abriga também, teimosa,
uma solidão tirana...

Mas eu dela faço pouco,
tenho mais o que fazer,
e só dela me aproximo
ao meu coração doer...

Aí, preciso silêncio,
que ela me dá de sobra,
prá refletir decisões
e colocar mãos à obra...

Minha "casa de bonecas"
é um sonho, uma ilusão...
Não entra Sol, dentro dela,
nem flores, em profusão...

Suas cortinas cerradas,
são iguais à minha vida:
restringem lá fora o Sol,
dentro, lágrimas doídas...

De lar, só tenho lembranças,
quentes, doces, dolorosas,
de quando ainda tinha alguém,
que me cobria de rosas...

Mas mesmo de asas quebradas,
transponho esse mausoléu,
quando sonho em poesias,
meus vôos leves, no céu...

Passeio pela amplidão
do espaço azul, infinto,
dançando nas nuvens brancas,
é que sinto que eu existo...

Se vivo aqui 'prisioneira',
a alma vive em liberdade;
não será esse "momento"
que anulará minhas verdades!

A casa é só onde moro,
pois viver, é na amplidão,
onde vibram as sonoras
poesias do coração...

ARIANNE EVANS

 

 

Nossa Casa

Luíza Benício


No início de nosso casamento era menor, mas não tão diferente
do que ainda é hoje.
Mesma rua que, aliás, ainda não foi calçada porque consta na Prefeitura
já ter calçamento!
Como? – Não me perguntem.
Somos os fundadores da Rua.
Antes “era uma cerâmica quando meu” marido”
Pretendente ainda... Comprou um lote.!
Ainda solteiro, pretendia fazer uma casinha para quando seus pais
viessem do interior para tratamento de saúde.
Foi quando apareci na vida dele, disse ele, e mudou os planos.
Já era tempo de ter a sua própria casa, pois sua candidata já era proprietária...
(Eu e uma mana, já tínhamos comprado a casa que antes, era alugada).
Aliás, nosso namoro começou em definitivo, quando por motivo de ter a
tal casa um problema de instalação elétrica muito antigo e perigoso,
fez com que lhe pedisse ajuda.
Na época ao colega de trabalho (trabalhávamos os dois na SIEMENS do Brasil).
Meu futuro namorado, fez todo trabalho sem cobrar nada e deixou nos “triques”
Assim, nossa amizade cresceu e com pouco tempo estávamos noivos.
Algumas vezes fui convidada a ir ver a construção da casa dele, e
conhecer seus familiares.
Seus pais vinham sempre ao Recife mas não pretendiam morar aqui.
Os filhos, já estudando no Recife e alguns já se casando é que os faziam
vir mais vezes.Tinham umsítio (canavial) e uma padaria em Água Preta
e embora uma família de 10 filhos, viviam mais ou menos do seu trabalho.
E a casa? – Terminamos de construir para nós. Resolvemos nos casar! Poateriormente,
Foi construída uma casa noutro bairro não muito longe, a casa de seus pais.
Bem, nossa casa cresceu muito! Houve uma grande cheia
(enchente do Rio Capibaribe)
Que assombrou muitos proprietários que apavorados se mudaram ou venderam, seus lotes.
Assim, como Alcebíades tinha sonhos de fazer uma firma de confecção de Quadros Elétricos e serviços
outros de montagens elétricas, necessitava de mais espaço.
E, confiante que um dia se resolveria o problema das enchentes, arriscou
comprar os terrenos vizinhos dos desistentes que fugiram para outros locais. Assim é que temos atualmente um total de 10 (dez) terrenos
– todos l0 por 20 metros e alguns já com casas.
Compramos relativamente num preço accessível , e ainda hoje somos
os proprietários.
E, graças a Deus, e aos técnicos, não existem mais enchentes por aqui.
Nossa casa foi dividida em duas. Embaixo mora o Bruno. E Andréa, já arquiteta, fez a sua logo
depois da oficina do Pai e garagem.
Como gosto de plantar, os terrenos que dão para a rua de trás são todos arborizados
Com exceção da “oficina” que agora é também de Bruno.
Chamamos ainda de oficina, mas atualmente é só depósito de material
elétrico pra serviços fora.
Não existe mais firma de eletricidade como antes.
Trabalham sempre fora – nos locais da instalação elétrica,
no Recife ou em firmas pelo interior ou estados vizinhos.

 

 

NOSSA CASA

Aníbal Albuquerque

Nossa casa é um ninho acolhedor.
quando amanhece, acordam-me os pardais,
fazendo uma algazarra nos beirais,
soltando seus pipilos sem pudor.

Fica numa ladeira, em Bom Pastor,
que cansa quem a sobe, por demais.
Ao fundo, os eucaliptos e paz.
Dentro, nós dois, silêncio e muito amor.

Quando anoitece, os pássaros retornam
e nos encanta ouvir o seu piar,
alegrando com música o jantar.

Poucas flores e grama o jardim ornam.
Mas de fato o que inspira este meu canto
é você: sua voz, sorriso e encanto.

Aníbal Albuquerque

EMBAIXADOR UNIVERSAL DA PAZ
(Cercle Universel des Ambasseurs de la Paix - Genebra - Suíça)
VARGINHA - MG - BRASIL

 

 

A CASA

Magaly Zingaro
(Maga)


Ao abrir os meus olhos, paredes e tetos a todo o meu redor
Reparando do meu berço, eu ficava observando sem dó
Vozes ecoando pela casa de todos os lados
Cômodos as vezes que se pareciam apertados
Mas suficientes para alegrar toda minha família, Pai, Mãe e Irmãos
Símbolo forte de nossa grande união.....

Dos primeiros passos a parede vinha sempre a me apoiar
Alegria da minha mãe que nunca se indispôs a Trabalhar
Na casa com meus irmãos vivíamos brincando
E em um espaço da cozinha minha Mãe sempre trabalhando....

Meu Pai era um exímio Tecelão, dons incríveis de sua excelente mão
É... a vida não era fácil não, mas em casa nunca faltou o pão
Desta forma o tempo sempre e sempre a passar
Diante de nossos olhos através de muitos pedidos passamos a nos casar....

E a Casa aos poucos ia ficando vazia então
Talvez presente ingrato que demos aos nossos pais, Solidão
Ponto este que sempre tentávamos de alguma forma compensar
Unidos no Final de Semana, Filhos e Netos em sua casa passávamos
a popular
A Casa ficava novamente cheia então, gente da cozinha até o portão.
Todos juntos com paz no coração, momentos felizes de montão......

E a casa sempre lá, e os diversos cabelos brancos a chegar
Muito sem nada o que fazer
Sucatas e Latas faziam o tempo padecer
A casa já não era mais a mesma
Rachaduras, Umidades, Cupins ao longo do tempo vinha a aparecer
E meus velhos sem muito o que fazer

Portanto de Casa meu pai se mudou
Para Casa de Deus enfim ele se apresentou
Restando a minha Mãe viver com os Filhos e Tristeza guardada
Aos dias a memória cada vez mais falha....

Onde fica a casa então.....
Nas mãos de pessoas que dela querem se livrar
E todo um sonho feliz com ela enterrar.

 

 

Stationery by KarinB.®

Adaptado por Mara Pontes

 

.~.~.VOLTAR.~.~.