Meu Medo

Ilze Soares

A noite surge rapidamente,
pássaros saem em revoadas,
sombras caindo suavemente,
eu sozinha pelas calçadas...

A rua está deserta,
o medo surge...
Começo a ficar alerta,
pois o tempo urge.

Caminho desconfiada,
coração batendo forte
não dou vacilada,
sinto o cheiro da morte!

No escuro não há lei,
a coragem desaparece.
Deste medo eu é que sei
faço convicta uma prece.

Sinto a mão do Pai na minha cabeça,
ja não tenho medo de nada.
Minha fé é grande à beça,
estou por Deus amparada.

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O medo

Já tive medos na vida,
daqueles que a gente quase não domina,
mas nunca é tarde, nem é cedo
para se saber que o medo
se pode levar de vencida
e não se aceita como uma sina.
O medo é fruto do desconhecido,
aliado da incerteza,
o medo é o resultado da surpresa
do que se julgava esquecido,
sente-se, mas não se deve demonstrar,
é quase como um segredo,
e se o não soubermos dominar,
seremos vencidos pelo medo.


António Barroso (Tiago)

 

 

 

 

 

 

 

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