Quantas?...
Ilze Soares
 
Quantas poesias ainda devemos escrever,
antes que o mundo consiga entender
que é de paz que precisamos para viver?
 
Quantos rios ainda precisam morrer,
florestas serem devastadas, o ar se poluir,
antes que o homem possa perceber
que é seu próprio lar que está a destruir?
 
Quantas crianças precisam fome passar,
sem instrução, sem saude, sem lar,
antes que nossos dirigentes cumpram
todas as promessas que há anos juram?
 
Ah, meu Deus, até quando vamos sobreviver,
sem respeito pelo próximo, pelo planeta...
É...Estamos pagando pra ver!
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Quantas?

Quantas vezes eu te disse que te amava?
Quantas vezes te abracei com amizade?
Quantas vezes te beijei com emoção?
E quando, amor, assim eu te falava,
supunhas que eu te faltava à verdade,
que te falava sem ser pelo coração.
Quantas vezes te jurei o meu amor?
Quantas vezes afaguei o teu cabelo?
Quantas vezes o teu tom era só manga?
E quando tu me mostravas mau humor
e me lançavas palavras de atropelo,
para poderes sustentar confusa zanga!
Quantas vezes te pedi para pensares?
Quantas vezes supliquei alguma paz?
Quantas vezes eu roguei compreensão?
Tu, sempre, sempre a me desprezares,
enchendo de desprezo o meu cabaz,
que já se vai vazando pelo chão.
Quantas vezes? Diz-me, quantas?
Quantas vezes, na forma, tão iguais?
Essas vezes, que foram tantas, tantas,
já não serão, agora, mais!...
 
António Barroso (Tiago)
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Obrigada, amiga, pelo belíssimo presente! Adorei!

 
Todos os créditos a quem de  direito.
Art by Vera Jarude
 

 
 
 
 
 
 
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