Boa Noite!

  

Nesta noite de halloween, a lua se escondeu, deixando  espaço para as bruxas voarem, lançando seus feitiços.

Como mulher, tambem sou bruxa e sei fazer belas poções. Não uso asa de morcego ou dente de cobra, muito menos sapo, pois bicho não é para maltratar;

mas doso com sabedoria:

 um pouco de alegria, muita paz, alguns gramas de solidariedade, fantasia e destemor, metros de paciência e quilos de felicidade, misturo tudo com pitadas de emoção, coloco num saquinho de nuvens e sopro no seu coração. Nasce, então,  uma linda e verdadeira amizade!

 

 

BRUXAS E BRUXEDOS

Humberto Rodrigues Neto

Eu não tolero ver bruxas
calçando toscas babuchas
à volta de caldeirões,
Ali, entre círios mortiços,
é que cozem mil feitiços
em diabólicas poções!

Não quero neste poemeto
ver bruxas de traje preto,
já roto, a soltar fiapos;
nem vê-las de dedos sujos,
em gestos vis e sabujos,
costurar bocas de sapos!

Eu não desejo entrar nunca
na sua sórdida espelunca
a causar-me pasmo e assombro.
Um sinistro bacorejo
me assalta sempre que as vejo
com suas corujas ao ombro!

Eu gosto, sim, de uma bruxa
bem branquinha como a Xuxa,
fervendo em ânsia e calor...
Que em paixão ávida e louca
defluisse em minha boca
o doce filtro do amor!

Seja o traje em chita ou seda,
mas que o prazer me conceda
de senti-la toda minha.
E que ao sair do seu leito
eu exclame, satisfeito:
“Como é boa essa bruxinha”!

 

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