SOLIDÃO
 
Ilze Soares
 
Quantas vezes meus olhos gritaram,
falando-lhe do meu amor,
pedindo-lhe carinho, atenção.
Meus lábios carentes dos seus beijos,
tremiam ansiando pelos seus lábios ardentes.
Meus seios eretos, túmidos,
esperavam pelas carícias de suas mãos másculas.
Nas noites ao seu lado,meu corpo todo pedia:
Vem, me toma, me ama loucamente,
meu sexo úmido espera pelo seu...
Vem, prometo-lhe prazeres sem fim,
tantos como você nunca sonhou!
Sou sua amada amante,
menina mulher.
A voce me entrego pro que der e vier.
Mas, surdo aos meus apelos,
jamais me entendeu...
Hoje, distante, chora arrependido,
querendo voltar.
O tempo passou, meu querido,
voce é passado e nunca me amou!
 

Publicado no Recanto das Letras em 01/04/2007
Código do texto: T433620
 
 
 
 
 
 
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